Pular para o Conteúdo
Logo White
  • Início
  • Quem Somos
  • ServiçosExpandir
    • Consultoria
    • Gestão de Energia
    • Terceirização
    • Cursos e Treinamentos
    • Energy Talent
  • Conteúdos
Instagram Linkedin
Contato
Logo White
Consultoria e Estratégia

MP 1.300/2025: justiça tarifária e o fim dos privilégios invisíveis no setor elétrico

Danielle Bustamante

09/09/2025

5 min. de leitura

No artigo anterior, discutimos como a subvenção de ICMS na TUSD gera uma bitributação silenciosa, pouco percebida pelos consumidores, mas que distorce a lógica de justiça tributária no setor elétrico.

Essa análise mostrou como subsídios e tratamentos fiscais diferenciados podem causar custos desnecessários de energia.

Agora, a Medida Provisória nº 1.300/2025 surge como continuidade desse debate, propondo uma reforma esperadano setor elétrico brasileiro.

Publicada em maio de 2025, a MP busca:

  • Corrigir distorções históricas
  • Reduzir subsídios cruzados
  • Modernizar a estrutura tarifária

Um passo que promete redesenhar a relação entre consumidores, geradores e comercializadores de energia.

Porém, enfrenta críticas quanto ao formato apresentado.

O que é a MP 1.300/2025

A MP 1.300 faz parte de um pacote de medidas para modernizar o setor elétrico, abrindo gradualmente o mercado e promovendo mais equidade entre consumidores.

Objetivo central:

Eliminar privilégios pouco transparentes e redistribuir custos de forma mais justa.

Na prática, a medida trata de:

  • Reformulação de subsídios tarifários
  • Ampliação da Tarifa Social de Energia
  • Definição de regras para abertura total do mercado livre até 2027/2028

Principais mudanças trazidas pela MP

🔹 Fim dos descontos na TUSD/TUST

  • Energia incentivada não terá mais descontos.
  • Contratos firmados até 31/12/2025 preservam benefícios até o fim da vigência.
  • Novos contratos não terão abatimentos e desvios serão revertidos para a CDE.

🔹 Ampliação da Tarifa Social

  • Consumidores de baixa renda: gratuidade na conta de luz até 80 kWh/mês.
  • Famílias com renda entre ½ e 1 salário mínimo: isenção da CDE até 120 kWh/mês.

🔹 Abertura do mercado livre de energia

  • A partir de agosto/2026: clientes de baixa tensão (B2/B3) poderão migrar.
  • A partir de dezembro/2027: abertura para consumidores residenciais.

🔹 Rateio dos custos de Angra 1 e 2

  • Antes restritos ao mercado regulado, agora os custos serão divididos entre todos os consumidores, exceto baixa renda.

🔹 Criação do Supridor de Última Instância (SUI)

  • Mecanismo para garantir fornecimento no mercado livre em caso de inadimplência ou saída de comercializadora.

🔹 Modernização tarifária e fortalecimento da CCEE

  • Introdução de tarifas binômias, horárias e locacionais.
  • Reorganização administrativa e novas atribuições para a CCEE.

Impactos práticos da MP

A medida afeta diferentes perfis de consumidores:

  • Baixa renda: Benefícios claros com a ampliação da Tarifa Social, embora encargos como iluminação pública e ICMS ainda se apliquem acima dos limites.
  • Consumidor empresarial/industrial: Maior competitividade no mercado livre, mas atenção às novas regras de encargos e rateios.
  • Geração distribuída e projetos incentivados: Precisam firmar contratos até o fim de 2025 para manter descontos atuais.

Conexão com a subvenção de ICMS na TUSD

O fio condutor entre o artigo anterior e a MP 1.300 é claro: justiça tarifária.

Enquanto o debate sobre ICMS na TUSD expôs como a bitributação prejudica a equidade, a MP 1.300 busca corrigir subsídios cruzados e benefícios desiguais.

| Resumo: Se acaba o subsídio, acaba a bitributação.

Desafios e críticas

Apesar dos avanços, a MP 1.300 enfrenta pontos sensíveis:

  • Mais de 600 emendas já foram apresentadas no Congresso.
  • O fim dos descontos TUSD/TUST pode impactar investimentos em energias renováveis.
  • Tarifas locacionais e o SUI exigirão alta capacidade regulatória e tecnológica.

Conclusão

A MP 1.300/2025 representa um marco na modernização do setor elétrico.

Ao propor o fim de privilégios invisíveis e redistribuir custos, a medida aprofunda o debate iniciado com a discussão sobre ICMS na TUSD.

Contudo, será fundamental acompanhar sua tramitação e avaliar como as mudanças serão implementadas.

O desafio é garantir justiça tarifária sem criar novos privilégios.

Gostou do artigo? Compartilhe:


SOBRE O AUTOR

Founder

Danielle Bustamante é administradora com mais de 17 anos de experiência no setor elétrico, com foco em comercialização de energia, contratos, CCEE e automação de processos.

Atuou em empresas como AES Tietê, CPFL e Itaú Com, e é fundadora da consultoria Backoffice & Regras.

Receba Nossa News

Junte-se ao nosso grupo de Backoffice e Regras Energia e mantenha-se informado sobre o setor.

¹ Não utilizaremos os seus dados de contato para enviar qualquer tipo de spam.É rápido, gratuito e pode abrir portas para novas oportunidades.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Mais Artigos

  • Team collaboration in a modern office setting with computers and diverse employees working together.

    Terceirização de Backoffice ou Gestão de Energia e Seus Benefícios

    Consultoria e Estratégia

    Danielle Bustamante

    16/09/2025
  • Subvenção de ICMS na TUSD

    Eficiência Operacional e Processos

    Benjamin Carvalho

    01/09/2025
  • Rateio das cotas de Angra 1 e 2

    Fundamentos do Backoffice de Energia

    Danielle Bustamante

Instagram Linkedin E-mail WhatsApp
  • Início
  • Quem Somos
  • Serviços
  • Contato

© 2026 Backoffice & Regras Energia - Developed by Lapidarium Design

Política de Privacidade

  • Início
  • Quem Somos
  • Serviços
    • Consultoria
    • Gestão de Energia
    • Terceirização
    • Cursos e Treinamentos
    • Energy Talent
  • Conteúdos