Back Office, para além da vitrine
Durante meus mais de 20 anos de atuação entre as áreas de Front Office e Middle Office — sendo esta última a maior parte da minha trajetória profissional — sempre observei…
Durante meus mais de 20 anos de atuação entre as áreas de Front Office e Middle Office — sendo esta última a maior parte da minha trajetória profissional — sempre observei…
O setor de energia é, por natureza, um ecossistema interdependente. Geração, comercialização, regulação, operação e tecnologia formam uma engrenagem complexa, na qual nenhuma empresa atua de forma isolada. Ainda assim, o conceito de parceria estratégica segue sendo tratado, muitas vezes, de maneira superficial — como relacionamento comercial, terceirização pontual ou solução emergencial para lacunas internas.
Com a sanção da MP 1.304/2025, agora Lei 15.269, abriu-se oficialmente a contagem regressiva para a abertura total do mercado em até 36 meses. Não vou entrar aqui no mérito da abertura — análises sobram, e esse movimento já vinha sendo ensaiado há anos. Vale lembrar: a Lei 10.848 já falava na possibilidade de reduzir limites de carga e tensão após 8 anos. Não por acaso, a ABRACEEL lançou a campanha “2012: O Ano do Mercado Livre”. Muita falação, pouca execução.
No mercado de energia, é comum encontrar empresas que investem em estratégia comercial, tecnologia e marketing — mas negligenciam a base que sustenta tudo isso: o backoffice. É justamente aí que o Backoffice & Regras Energia atua. Nossa consultoria nasceu para transformar conhecimento técnico em resultado prático e sustentável para empresas do setor.Ele começa — e se sustenta — em um lugar silencioso, técnico e estratégico: o BACKOFFICE.
No mercado de energia, onde cada centavo conta e cada dado impacta diretamente os resultados, o sucesso de uma operação não está apenas no comercial que fecha o contrato, na geração que entrega a energia ou na área regulatória que acompanha as mudanças.
No mercado de energia e sustentabilidade, dois instrumentos costumam gerar dúvidas: o IREC (International Renewable Energy Certificate) e o Crédito de Carbono.
Embora ambos estejam relacionados à agenda ESG e à transição energética, eles possuem naturezas e finalidades distintas.
O mercado de energia vive um momento de transformação e crescimento acelerado. A complexidade regulatória, a necessidade de controles cada vez mais rigorosos e a pressão por redução de custos tornam a área de Backoffice um ponto estratégico dentro das organizações.
No artigo anterior, discutimos como a subvenção de ICMS na TUSD gera uma bitributação silenciosa, pouco percebida pelos consumidores, mas que distorce a lógica de justiça tributária no setor elétrico.
Por muito tempo, o backoffice foi visto como uma área apenas “de execução”. Responsável por tarefas operacionais, controles e obrigações. Mas quem conhece o dia a dia de uma comercializadora sabe: o verdadeiro diferencial competitivo está na inteligência de quem conhece os bastidores como ninguém.