Rateio das cotas de Angra 1 e 2: impactos operacionais e financeiros no ACL a partir de jan/26
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A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) publicou, em 13/02/2026, os Comunicados CO 120/26 e CO 123/26, detalhando a operacionalização do rateio dos custos das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2.
A medida decorre da Lei nº 15.235/2025, que determina que, a partir de janeiro de 2026, os custos e a energia gerada pelas usinas passem a ser rateados entre todos os usuários finais do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Embora se trate de uma determinação legal, os impactos não são uniformes e exigem atenção técnica.
Como o encargo será operacionalizado
A CCEE estabeleceu:
- Definição do dia de débito da liquidação das cotas de energia nuclear (CO 120/26)
- Disponibilização de pacote de consultas para acompanhamento da apuração e liquidação do rateio (CO 123/26)
O reflexo ocorre na liquidação do Mercado de Curto Prazo (MCP), compondo nova obrigação financeira aos agentes.
A próxima liquidação, prevista para 19/02, já refletirá essa sistemática.
Principais impactos para consumidores no ACL
Para consumidores livres e especiais, os principais pontos de atenção são:
- Novo componente financeiro na liquidação
- Necessidade de provisão contábil
- Ajuste em fluxo de caixa
- Avaliação da exposição contratual
- Monitoramento recorrente via consultas da CCEE
Não se trata apenas de absorver um novo custo, mas de compreender sua dinâmica de cálculo e recorrência.
Gestão técnica evita surpresa no caixa
Encargos setoriais com nova sistemática exigem:
- Leitura técnica dos comunicados oficiais
- Conferência dos valores disponibilizados na CCEE
- Análise individualizada por perfil de consumo
- Integração entre área técnica, financeira e contábil
Empresas que tratam o tema apenas como “mais um encargo” tendem a reagir tardiamente ao impacto no caixa.
conclusão
O rateio das cotas de Angra 1 e 2 representa uma mudança estrutural na alocação de custos do setor elétrico.
A diferença entre impacto controlado e surpresa financeira está na qualidade da gestão do backoffice.
Na Backoffice & Regras, estamos conduzindo análises individualizadas para nossos clientes, avaliando reflexos financeiros e operacionais.
A antecipação técnica é hoje um diferencial competitivo no ACL.
Se sua empresa ainda não revisou esse ponto, este é o momento. Se precisar, contate nossos especialistas!
SOBRE O AUTOR

Danielle Bustamante é administradora com mais de 17 anos de experiência no setor elétrico, com foco em comercialização de energia, contratos, CCEE e automação de processos.
Atuou em empresas como AES Tietê, CPFL e Itaú Com, e é fundadora da consultoria Backoffice & Regras.



